Wednesday, September 16, 2009

Idade Média


Página da Iluminura “As mais belas horas do Duque de Berry”

A arte medieval é solene, as imagens são novamente simplificadas para funcionar pereitamente como instrumento de doutrina religiosa e política. Perdeu-se toda evolução alcançada na Grecia? Claro que não. O legado do escorço, da narrativa helenística e romana e as técnicas de pintura foram muitos dos aspectos que ainda ficaram visíveis na prodção visual. Porém foi deixado de lado o sensualismo e hedonismo gregos, o virtosismo na representação, a relação espacial com a natureza… mas nada estaria perdido. Tudo que foi “esquecido” retornará no futuro, repaginado, por supuesto.

E também nem tudo são trevas. Principalmente no período gótico a arte se apresenta luminosa e colorida, como nas imagens deste post!

“Très Riches Heures du Duc de Berry”

AULA: Arte Medieval

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Thursday, September 3, 2009

Arte na Antiguidade: Grecia


Encontrei esse vídeo da BBC sobre escultura grega. Vale a pena conferir.

Nossa aula já esta disponível para download neste link: ARTE GREGA

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Wednesday, August 26, 2009

Arte na antiguidade: Egito

      
Desculpa ser tão breve neste post….prometo incrementar as informações. De qualquer forma estas aulas nos links estão bastante completas em termos de texto. Fico mais tranquila por isso.
                     
Para mim falar de arte egípicia sem observar o design de joias é um sacrilégio. Observem neste brinco a riqueza do desenho e das mensagens simbólicas - aguia, escaravelho, globo alado, olho, etc.

Moda e arte

Pré-história

Egito antigo

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Thursday, August 13, 2009

O que é arte?

Esse post vai inaugurar os trabalhos do segundo semestre de 2009 com os alunos do curso de Moda do CES, porém, como sabemos, a informação serve para todos!

Neste link você pode baixar o clássico livro do Jorge Coli (professor e historiador da arte), O que é arte, da coleção primeiros passos da editora Brasiliense. É um livro pequeno e bem escrito, um básico que excede as expectativas. Muito bom para começarmos a tratar deste tema tão estimulante e complexo.
Então, alunos do primeiro período de moda, voilá nossa primeira leitura (para dia 19/08)!

COLI, J., O que é arte, Ed. Brasiliense

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Tuesday, June 16, 2009

Ação!


Esqueleto Coletivo - São Paulo

De um modo geral, as manifestações de arte ativista não se parecem muito com o que estamos acostumados a entender como artes plástivas ou visuais. Se parecem mais com atitudes criativas de apropriação de questões éticas, sociais, culturais e politicas com um viés mais ou menos estético (digo mais ou menos porque uma ação pode configurar-se totalmente alheia ao pensamento estético e visual.).
Estas ações vêm cada vez mais se apresentando de forma coletiva e nônima. Distancia-se do artista performático solitário da década de 1960 e aproxima-se do movimento das massas contemporâneo, da globalização, da comunicação em rede, da estrutura e efera pública atuais.


Esqueleto Coletivo

Segundo Andre Mesquita, 

“A vontade de se realizar ações, intervenções e performances na cidade, fragmentada por contradições sociais e econômicas e pelo aparato mercadológico da publicidade e da mídia, está intimamente ligada com a introdução de novos modos de engajamento político no cotidiano, transformando os artistas em agentes ativos e catalisadores de experiências, integrando arte e vida.”
Podemos falar de uma “resingularização do coletivo” (Mesquita) como estratégia de trabalho destes artistas que para denunciar os problemas locais e globais atuam no campo das cidades recuperando o espaço através de ações poéticas e efêmeras e táticas de guerrilla - como intervenções nos circuitos oficiais das galerias e museus, nos meios de comunicação institucionais, como televisão, internet, out-doors até com interferências bem sucedidas na formação da opinião pública, nos produtos do mercado, etc.
No campo artístico, a escolha de um ativismo cultural se define pelo emprego de imagens efetivas e o uso dos meios culturais em “busca de mudança social.”  (Mesquita)


Esqueleto Coletivo

Para saber mais sobre arte ativista sugiro este link com o excelente artigo de Andre Mesquita

 

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Sunday, June 7, 2009

Pintura e Citação


Beatriz Milhazes - suculentas

Desde que a pintura “voltou” ao mercado na década de 1980, depois de um longo silêncio que durou cerca de 20 anos, podems observar que uma das características mais fascinantes da pintura contemporânea é a citação. Ou seja, o assunto da pintura deixa de ser o próprio meio e passa a ser o que foi dito antes. Em alguns aspectos a pintura continua sendo auto-referente, continua fazendo metalinguagem, mas de forma bem diversa da pintura moderna. Até porque a citação na pintura não ocorre apenas dentro do universo dela mesma, ela começa a citar tudo que foi produto cultural do passado, sério ou não. Aliás, a piada é outro recurso da pintura atual!

Mas sem mudar de assunto, vamos dar uma volta pela pintura contemporânea e observa o contexto das citações:

Tanto na Transvanguarda como no Novo Expressionismo a produção pictórica mostrou-se uma releitura da pintura moderna, sem contudo supervalorizar o aspecto midiático, colocando em evidencia fatos mais subjetivos, elementos mais emotivos, políticos e sociais. A pintura não tem uma cara tão nova mas trás consigo o elemento da literatura outra vez, aquele sub texto narrativo que a modernidade tentou erradicar.

 
Francesco Clemente


Francesco Clemente


Enzo Cucchi: Musica Ebbra, 1982


Cucchi, Enzo Sul marciapiede durante la festa dei cani, 1979


Baselitz

A Pintura a partir deste retorno midiático na década de 1980 tem se desenvolvido gloriosamente apesar do pós-midia na arte, ou seja, da suposta não valorização de um meio sobre outro na prática artística atual.
Um exemplo interessante de como a pintura tem se saído muito bem é a comparação de sua exposição em feiras e exposições internacionais. Ela continua ali, soberba. Mesmo no caso de sua ausencia na última edição da Bienal de São Paulo (mas afinal era a Bienla do vazio!). E o que dizer de sua aparição sublime em várias feiras de arte contemporânea como ArteBA (Buenos Aires, maio 2009). Claro que pode-se argumentar que as feiras de arte são organizadas por galerias e tem fins lucrativos como primeira instancia, e a pintura, que nunca deixa de ser um bom negócio, é a grande vedete destes eventos. Porém, vivemos um momento na arte contemporânea que o design, a publicidade, a moda, a religião, o produto de massa, a pornografia, tudo pode ser arte ou elemento da arte, então eu pergunto, qual a diferença da feira para a exposição internacional?

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Thursday, June 4, 2009

Neoclassicismo e Romantismo



DAVID, Jacques-Louis
Anne-Marie-Louise Thélusson, Comtesse de Sorcy
1790

 

O neoclassicismo é um movimento artístico que, a partir do final do século XVIII, reagiu ao barroco e ao rococó, e reviveu os princípios estéticos da antigüidade clássica, atingindo sua máxima expressão por volta de 1830. Não foi apenas um movimento artístico, mas cultural, refletindo as mudanças que ocorrem no período, marcada pela ascensão da burguesia. Essas mudanças estão relacionadas ao racionalismo de origem iluminista, a formação de uma cultura cosmopolita e profana;
Entre as principais filosofias do período neoclássico temos a pregação da tolerância; da igualdade e fraternidade entre os povos (nada mais nada menos que os ideias revolucionários que motivaram a Revolução Francesa), ou seja, o pensamento iluminista.

A arte vai tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia. Esses foram os elementos utilizados para reelaborar a cultura a partir de um modelo idealizado da antigüidade clássica, greco-romana.
No século XVIII, as rápidas e constantes mudanças acabaram por dificultar o surgimento de um novo estilo artístico. O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antigüidade clássica. E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompéia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir.
Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. As encomendas já não vinham do clero e da nobreza (lembrem-se da Revolução Francesa que cortou as cabeças destas classes), mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética. A imagem das cidades mudou completamente. Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, civil, estatal, referente às novas instituições burguesas que passariam a existir pós- revolução burguesa – universidades, foros públicos, bancos, etcs.

O Neoclassicismo foi marcado pela história, não apenas no que diz respeito à temática das obras de arte, mas também na relação entre sujeito e sociedade. Ou seja, com a ascenção da Burguesia no poder começou a ser necessario a contrução de um passado – antes isso não era necessario pois a nobreza tinha o vínculo com o passado, com a descendência de sangue e de tradição, como algo muito natural – a burguesia por sua vez viu-se obrigada a inventar seu passado, a forjar sua tradição. È o período das grandes coleções, o inicio dos grandes museus como instituições públicas e privadas, da criação da Enciclopédia, etc.

 

Entre as principais características podemos generalizar da seguite maneira:

1.      Retorno ao passado, pela imitação dos modelos antigos greco-latinos;

2.      Academicismo nos temas e nas técnicas, isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes;

3.      Arte entendida como imitação da natureza, num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles.

4.      Vínculo político com os ideais revolucionários promovendo a emancipação temática das grandes pinturas históricas.

 

Pintura

A pintura desse período foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição. De uma forma geral caracterizou-se pela exaltação de elementos mitológicos ou pela celebração dos grandes momentos históricos, Napoleão foi um tema recorrente do período! As figuras pareciam fazer parte de uma encenação teatral e eram desenhadas numa posição fixa, como que interrompidas no meio de uma solene representação. A função narrativa era interpretada como uma gélida encenação. O fato histórico se subordinava à teatralização, à captação de um momento perpetuado na história.


David - Morte de Marat - 1793

As figuras eram muito rígidas, e os rostos muito sérios, quase sem expressão, simulavam máscaras das antigas tragédias gregas. As túnicas e capas caíam em dobras pesadas e angulosas, cobrindo as formas do corpo. A moda da época, chamado estilo Império, é bem identificada nas pinturas da época, era bem mais simples e também fazia eco à cultura grega da antiguidade. A Moda foi ativista e política contra o soberbo e luxuriante estilo rococó (vide Maria Antonieta). Tudo era mais simples, os tecidos, a modelagem, os penteados, o sapatos, etc.



DAVID, Jacques-Louis
Madame Raymond de Verninac
1798-99

Na pureza das linhas e na simplificação da composição, buscava-se uma beleza deliberadamente estatuária. Os contornos eram claros e bem delineados, as cores, puras e realistas, e a iluminação, límpida. Tal e qual acontecia no Renascimento, porém as técnicas de pintura era mais elaboradas, o que propicia um realismo indescritível às obras neoclássicas.

Características da pintura:

Formalismo na composição, refletindo racionalismo dominante.

Grandes formatos
Exatidão nos contornos
Harmonia do colorido

Temática histórica

Os maiores representantes da pintura neoclássica são, sem dúvida,

Jacques-Louis David - foi considerado o pintor da Revolução Francesa, mais tarde, tornou-se o pintor oficial do Império Napoleônico. Durante o governo de Napoleão, registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo, mas algumas delas exprimem fortes emoções.


Napoleon at the St. Bernard Pass
1801

Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867), o pintor foi uma espécie de cronista visual da sociedade de seu tempo. Ingres acreditava qua a tarefa primordial da arte era produzir quadros históricos. Ardoroso defensor da pureza das formas, ele afirmava, por exemplo, que desenhar uma linha perfeita era muito mais importante do que colorir. ” A pincelada deve ser tão fina como a casca de uma cebola”, repetia a seus alunos. Sua obra abrange, além de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens, mas a crítica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade. Amante declarado da tradição. A modernidade de Ingres está justamente na visão distanciada que tinha de seus retratados, na recusa a produzir qualquer julgamento moral a respeito deles, numa época em que se consumava o processo de aliança entre a nobreza e a burguesia. O detalhismo também é uma das suas marcas registradas. Seus retratos são invariavelmente enriquecidos com mantos aveludados, rendas, flores e jóias.

Ingres tem também característica muito românticas em suas pinturas presente no colorido muito vivo e no interesse pelo exótico, pelo mundo extra-europeu. Alguns artistas neoclássicos trilharam caminhos próximos à temática romântica, tornando difícil estabelecer um limite claro entre os discursos das duas correntes artísticas.


 
Napoleon I on the Imperial Throne
1806


Princess de Broglie
1851-53

Escultura:

Os escultores neoclássicos foram marcados pelo rigor e pela passividade e sua produção academicista é considerada fria.
Estátuas de heróis uniformizados, mulheres envoltas em túnicas de Afrodite, ou crianças conversando com filósofos, foram os protagonistas da fase inicial da escultura neoclássica. Mais tarde, na época de Napoleão, essa disciplina artística se restringiria às estátuas eqüestres e bustos focalizados na pessoa do imperador. A referência estética foi encontrada na estatuária da antigüidade clássica, por isso as obras possuíam um naturalismo equilibrado.

Respeitavam-se movimentos e posições reais do corpo, embora a obra nunca estivesse isenta de um certo realismo psicológico, plasmado na expressão pensativa e melancólica dos rostos. A busca do equilíbrio exato entre naturalismo e beleza ideal ficava evidente nos quais os volumes e as variações das posições do corpo eram estudados com cuidado. O escultor neoclássico encontrou o dinamismo na sutileza dos gestos e suavidade das formas.

Quanto aos materiais utilizados, os mais comuns eram o bronze, o mármore e a terracota, embora, a partir de 1800, o mármore branco, que permitia o polimento da superfície até a obtenção do brilho natural da pele, tenha adquirido preponderância sobre os demais. Entre os escultores mais importantes desse período destacam-se o italiano Antonio Canova, escultor exclusivo da família Bonaparte.

 

 

O ROMANTISMO


ROMANTISMO

O romantismo foi um movimento artístico ocorrido na Europa por volta de 1800, que representa as mudanças no plano individual, destacando a personalidade, sensibilidade, emoção e os valores interiores.
Atingiu primeiro a literatura e a filosofia, para depois se expressar através das artes plásticas.
A arte romântica se opôs ao racionalismo da época da Revoluçao Francesa propondo a elevação dos sentimentos acima do pensamento. Curiosamente, não se pode falar de uma estética tipicamente ou exclusivamente romântica, visto que nenhum dos artistas se afastou completamente do academicismo, mas sim de uma homogeneidade conceitual pela temática das obras.

A podução artística romântica reforçou o individualismo na medidade em que baseou-se em valores emocionais subjetivos e muitas vezes imaginários, tomando como modelo os dramas amorosos e as lendas heróicas medievais, a partir dos quais revalorizou os conceitos de pátria e república. E mostrou especial interesse pelas culturas exóticas, pela alteridade.


Delacroix The Death of Sardanapalus


Delacroix

 pintura foi o ramo das artes plásticas mais significativo, foi ela o veículo que consolidaria definitivamente o ideal de uma época, utilizando-se de temas dramitico-sentimentais inspirados pela literatura e pela História. Procura-se no conteúdo, mais do que os valores de arte, os efeitos emotivos, destacando principalmente a pintura histórica.
Novamente a revolução e seus desdobramentos servem de inspiração; agora são as Guerras Napoleônicas que inspiram uma arte dramática, de tendência mais politizada.

As cores se libertaram e fortaleceram, dando a impressão, às vezes, de serem mais importantes que o próprio conteúdo da obra. A paisagem passou a desempenhar o papel principal, não mais como cenário da composição, mas em estreita relação com os personagens das obras e como seu meio de expressão.
O romantismo foi marcado pelo amor a natureza livre e autêntica, pela aquisição de uma sensibilidade poética pela paisagem, valorizada pela profusão de cores, refletindo assim o estado de espírito do autor.

Na França e na Espanha, o romantismo produziu uma pintura de grande força narrativa e de um ousado cromatismo, ao mesmo tempo dramático e tenebroso. É o caso dos quadros das matanças de Delacroix, ou do Colosso de Goya, que antecipou, de certa forma, a pincelada emocionada do expressionismo.


Goya - 3 de maio


Goya - Maja Desnuda


Goya - Maja vestida


Gravura de Goya


Goya - gravura - O sonha da razão produz monstros

Também podemos dividir o período romantico em dois discursos que vão orientar as produções artísticas: temos o pitoresco e o sublime. O discurso do sublime vem geralmente associado à grandiosidade, à transcendência, às experiências mais metafísicas. Papel especial desempenharam a morte heróica na guerra e o suicídio por amor. O é o lado escuro e tenebroso do período, porém não deve ser necessariamente ligado ao mal, e sim ao inesplicável, ao inalcansável, a universal.


Goya - Saturno devorando o filho (detale)


Caspar David Friedrich


Turner - Tempestade de neve

O discurso do pitoresco vem ligado à simplicidade, à natureza mais palpável das coisas, geralmente refere-se ao cotidiano, à paisagens familiares, bucólicas. O pitoresco é a recusa de ser mais impressionante que a natureza. É a grandiosidade do discreto e do despretensioso.


Constable - Wivenhoe Park


Constable - paisagem

Constable é reconhecidamente um pintor romântico ligado à estética do pitoresco, porém, certas vezes parece que flerta com o sublime, principalmente em suas paisagens cujo céu é o grande protagonista.

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Tuesday, May 12, 2009

O que faz o graffiti é o muro


El Tono

Quem falou isso foi Roland Barthes. Não a inscrição e sim o muro.
Isto tem a ver com o que é graffiti. Muitas pessoas, muitas mesmo, pensam que graffiti são somente aquelas imagens coloridas que vemos “da per tutto”, em todo lugar, nas cidades contemporâneas, ou seja, que o graffiti é apenas o graffiti hip hop. Ledo engano. Para a grande massa, o resto das inscrições que vemos por aí são pichações, marcas, etc. Porém os digo, qualquer inscrição presente em uma superfície sem autorização para tal é um graffiti. Neste sentido, ser graffiti é ser essencialmente transgressivo, é flertar com o vandalismo, independente se é bonito ou feio, se gostamos ou não, se tem sentido ou se é estupidamente desnecessário. Para ser graffiti deve ser sobretudo proibido.


Banksy


Os Gêmeos


Em Madrid


Vasmoulaskis

Então como ficam as peças autorizadas, pinturas que se parecem com o graffiti que gostamos mas que estão nas galerias ou em muros e paredes liberadas para a inscrição? Grande polêmica. Não me perguntem minha opinião, eu a tenho mas prefiro me calar! Muito mais importante do que aceitar que uma bela obra feita no muro de uma loja talvez não seja um graffiti e sim uma pintura em spray, é aceitar que o “pixo” que toma nossas fachadas de edificios e monumentos é sim graffiti.

Vamos esclarecer o problema. Há graffiti textuais apenas, com mensagens políticas, filosóficas, pornograficas, pessoais, declamativas, etc. Há graffiti puramente icônicos, são aqueles com símbolos gráficos, são os stencils, qualquer desenho numa nota de dinheiro, carteira de colégio, porta de banheiro… há o graffiti hip hop, esse tão pop atualmente, tão singular porque é icônico e verbal ao mesmo tempo. É um nome escrito de uma forma tão elaborada graficamente que a palavra vira pura imagem, perde sua legibilidade linguística e vira uma coisa colorida! O graffiti hip hop é isso, um nome sofisticado que vira uma imagem e tanto.


Hanem

NESTE BLOG, EM ASSUNTOS, LEIA MAIS SOBRE GRAFFITI E ARTE PÚBLICA .

Lugares interessantes sobre graffiti na rede (vale a pena abrir links e links…):

http://www.graffiti.org/index/best.html
http://www.lost.art.br/
http://www.eltono.com/
http://stencilart.blog.com
http://www.fatcap.com
http://duncancumming.co.uk
www.banksy.co.uk
www.spaceinvaders.com

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Thursday, May 7, 2009

Arte Pública - Site Specific

Não há nada ou ninguém melhor que Richard Serra e seu Arco Inclinado para ilustrar este post . Polêmico, exagerado, mas venhamos e convenhamos, autêntico em sua especificidade.
Esta mania de juntar objeto com espaço ganha força a partir do minimalismo e das reflexões de seus idealizadores sobre objetos específicos (Judd). O desdobramento minimalista de se utilizar o espaço como meio na arte também é fundamental para se entender o Site Specific (especificidade espacial)fundando uma nova atitude na arte pública contemporênea (tudo bem diferente dos modelos de intervenção artística anteriores que vão desde monumentos comemorativos às esculturas públicas dos artistas modernos, que não deixam de ser monumentos comemorativos da modernidade). Ou seja, a nova justificativa do Site Specific é de uma arte capaz de ocupar um espaço determinado no entorno urbano e fazer deste espaço um elemento tão importante para a obra como a propria materia utilizada. Algo como um desenvolvimento do problema sobre o vazio na escultura moderna, isto é, o espaço circundante, assim como o espaço oco da escultura é algo que está contido na obra, não pode ser separado dela em absoluto.
Imagine se alguém iria propor, por exemplo, de despedaçar uma obra de Caro, deixar uma parte na Tate  e jogar o resto fora? absurdo não é? Pois é isso que fizeram com o Tilted Arc de Serra. A obra estava numa praça, em frente a um edificio federal em NY; incomodando os traseuntes por estar ali tão imensa e sólida (e feia talvez, sem nenhuma qualidade sedutoramente pop). Foi deliberado que deveriam retirá-la de lá. Serra e os artistas fizeram alarde. Retirar a obra significava desmembrá-la, separar a peça de aço do espaço que ocupava era um sacrilégio artístico. Era amputar a obra de arte, era acabar com sua especificidade espacial.  Estes foram os justos argumentos, mas nada impediu que o Arco fosse retirado. Tais argumentos eram por demais complexos para convencer os advogados e o público em geral. Tudo demasiadamente artístico, demasiadamente inefável para ser compreendido de forma direta e superficial. 
Este é o raciocínio do Site Specific, sua singularidade espacial, sua relação estreita com o lugar que ocupa; não é necessário falar muito mais sobre isso.
Voltando ao Tilted Arc, confesso com vergonha que não sei qual foi seu fim, vou pesquisar, porém acho importante confessar minha ignorância sobre o seu paradeiro pois isso mostra quão destruído ficou o Arco depois de sua remoção, ou seja, muito se falou sobre sua polêmica existência enquanto estava lá, no seu espaço, com sua alma, por assim dizer, mas no momento em que de lá o retiraram já não nos interessamos por ele. Que fim levou? Morreu.

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Thursday, April 2, 2009

Tutto Caravaggio

Antes de fazer a prova para que vocês possam comparar com suas respostas, conforme combinamos na aula de hoje (02/04/2009), achei um site delicioso para quem gostou do pintor barroco Michelangelo Merise da Caravaggio:

TUTTA  L ‘OPERA  DE   CARAVAGGIO

IMPERDÍVEL…     A parte biografica é apresentada de forma criativa, com fragmentos em video de documentários e palestras de estudiosos (idioma italiano).
Há os arquivos de todas as pinturas cuja autoria de Caravaggio já foi confirmada. As imagens dos quadros são pequenas, porém isso não importa pois há outros sites que oferecem essas imagens em tamanho maior. No entanto, é possível dar closes intensos nas pinturas, ver até os detalhes da pincelada, do craquelê!
Há também arquivos de audio explicativos sobre quadros e documentos da obra e do artista.

Posted by Priscilla de Paula at 19:47:23 | Permalink | No Comments »